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Ensino técnico é saída para desemprego entre jovens, afirma diretor-geral do SENAI

Para o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, a lógica academicista que o Brasil tem privilegiado na construção de seu sistema educacional é prejudicial, principalmente, aos jovens

“Na educação básica, o jovem brasileiro não tem sequer uma hora de educação profissional" - Rafael Lucchesi

Nesta quarta-feira (26), Lucchesi apresentou os principais dados do ensino técnico no país, comparando-os com os registrados em outros países. “Enquanto no Brasil temos 8,4% dos jovens na educação básica fazendo, ao mesmo tempo, a formação profissional, as nações mais ricas têm, em média, 50%”, afirmou Lucchesi, com base em dados apresentados pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Na visão de Rafael Lucchesi, a lógica academicista que o Brasil tem privilegiado na construção de seu sistema educacional é prejudicial, principalmente, aos jovens. “Na educação básica, o jovem brasileiro não tem sequer uma hora de educação profissional. Todos são preparados como se o caminho natural fosse a universidade, mas não é. Menos de 20% vão”, afirmou.

Isso significa dizer – continuou ele – que mais de 80% dos jovens brasileiros vão para o mercado de trabalho sem uma profissão e sequer uma hora de formação para o trabalho. A materialidade disso – lembrou Lucchesi – é a taxa mais elevada de desemprego entre jovens, que segue sendo o dobro da registrada no total da população.

REPERCUSSÃO NO CONGRESSO – Presente à discussão, o deputado Raimundo Angelim sugeriu que a Câmara dos Deputados passe a atuar de forma mais incisiva para mudar o desemprego e o desalento entre os jovens. “É inaceitável que o país tenha tantas pessoas dessa faixa etária que nem trabalham nem estudam”, alertou. Dados do Censo Demográfico de 2010 mostram que 19,5% dos jovens de 18 a 25 anos estão fora da escola e do mundo do trabalho.

Para o deputado Alex Graziani, presidente da frente parlamentar, discussões como a que aconteceu depois da apresentação dos dados feita por Rafael Lucchesi são inspiradoras sobre a importância da educação profissional tanto para a indústria como para a sociedade. “Debates como esse ajudam a colocar a educação profissional na agenda brasileira, porque isso vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais desenvolvimento para o país”, avaliou.

O convite foi feito a Lucchesi depois de o Brasil ter chegado ao lugar mais alto do pódio da olimpíada internacional de profissões técnicas, a WorldSkills 2015, realizada em São Paulo no período de 11 a 16 de agosto. Os alunos do SENAI e do Senac conquistaram 11 medalhas de ouro, dez de prata e seis de bronze, o que deixou o país no topo do ranking de medalhas e de pontos à frente de nações como Coreia do Sul e Japão.

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