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Indústria defende regulamentação de mercado de reúso de água

Tramitam no Congresso Nacional 15 projetos de lei que tratam da regulação do tema, que envolvem reúso de efluentes, dessalinização e captação de água de chuva

O incentivo ao investimento privado nos serviços de tratamento e comercialização de esgotos tratados como água de reúso é a principal proposta da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para aperfeiçoamento da regulação do uso de fontes alternativas de abastecimento de água. Tramitam no Congresso Nacional 15 projetos de lei que tratam da regulação do tema, que envolvem reúso de efluentes, dessalinização e captação de água de chuva.

Para a CNI, uma adequada e eficiente regulamentação dessas práticas permitirá alavancar negócios no setor e, ao mesmo tempo, reduzir a pressão sobre a matriz hídrica. A disseminação do uso de fontes alternativas de água para abastecimento industrial também tem o potencial de reduzir a exposição das empresas aos riscos associados com a água. “Essa é uma prática importante que gera impactos positivos ao ambiente e à sociedade e, por isso, deve ser incentivada por políticas públicas”, destaca Percy Soares Neto, coordenador da Rede de Recursos Hídricos da CNI.

Indústrias brasileiras têm adotado em larga escala o reúso interno de efluentes tratados. A recirculação de água atinge patamares de mais de 90% no setor siderúrgico e índices elevados nos setores químicos e petroquímicos, entre outros. Além da recirculação interna, as empresas passam também a se engajar em projetos de reúso de efluentes domésticos tratados. Entre os exemplos está a Aquapolo, maior empresa de água de reúso industrial na América Latina. Localizada na divisa entre os municípios de São Paulo e São Caetano do Sul (SP), a Aquapolo opera com a distribuição de 400 litros por segundo de água de reúso para empresas do Polo Petroquímico do ABC, em Mauá (SP).

Na visão da CNI, iniciativas como essa podem ser multiplicadas com a nova regulamentação, que gerará maior segurança jurídica para negócios do setor e poderá ampliar ainda a produção da água de reúso a partir de efluentes domésticos tratados. “A proposta de regulação deve ser avaliada em função do potencial de melhorar o ambiente institucional para que essas iniciativas ganhem escala”, afirma Soares.

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